Na Pauta

  • 12/05/2017 Na Pauta
    Banda B

    Balanço da Prefeitura aponta que 24 servidores foram agredidos desde o início do ano em Curitiba



    JORNAL DA BANDA B 2ED (PR) • GERAL • 11/05/2017 • 8:11:20 PM • RÁDIO BANDA B
    Balanço da Prefeitura aponta que 24 servidores foram agredidos desde o início do ano em Curitiba


    A tentativa de agressão sofrida por uma enfermeira da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pinheirinho, nesta quarta-feira (10), mostra um lado pouco conhecido, mas preocupante, do serviço público: os casos de servidores que sofrem violência por parte de cidadãos. Segundo levantamento da Secretaria de Recursos Humanos, de janeiro a maio deste ano, 24 funcionários da Prefeitura notificaram agressões físicas. Em 2016, foram 86 notificações. Os números não incluem as agressões verbais, sem levantamento oficial.
    Os casos de lesões sofridas por servidores ocorreram, principalmente, com professores da rede municipal de ensino, atendentes da Fundação de Assistência Social (FAS), funcionários das unidades da Secretaria Municipal de Saúde e guardas municipais.
    “Há comunicados de alunos que agrediram professores, pessoas em situação de risco que perderam o controle e causaram lesões em funcionários da FAS, notificações como a da enfermeira agredida na Unidade deSaúde e guardas municipais que sofreram algum tipo de violência em serviço”, conta Maria de Lourdes Iargas d’Avila, diretora do Departamento de Saúde Ocupacional, da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, responsável pelo acompanhamento dos casos.
    O Artigo 331 do Código Penal (Decreto Lei 2848/40) estabelece que é crime desacatar funcionário público no exercício de sua função. As penas podem ser de seis meses a dois anos de detenção ou multa.

    Apoio
    Maria de Lourdes lembra que o Departamento de Saúde Ocupacional vem atendendo, desde 2015, situações de agressões aos servidores. “Buscamos oferecer escuta e acolhimento emocional aos funcionários da Prefeitura que passam por esse enfrentamento em função do trabalho e estão sob a pressão do estresse sofrido”, conta ela.
    De acordo com a diretora, o primeiro atendimento ao servidor é realizado 24 horas após a ocorrência ou no prazo imediato mais conveniente ao funcionário. “Nosso trabalho visa a orientação e o encaminhamento para tratamento, quando indicado, além de retorno em 30 dias para atuar na prevenção do estresse pós-traumático”, salienta Maria de Lourdes.

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