Espaço Cultural

  • 19/09/2017 Espaço Cultural
    revista Ágora

    Formação, cultura e práticas agroecológicas

    Formação, cultura e práticas agroecológicas
    Joka Madruga
    Feira de alimentos, seminários e oficinas dão o tom de evento nacional que será realizado de 20 a 23 de setembro na Lapa (PR)

    A 16ª Jornada de Agroecologia, que em 2017 terá a temática “Keno Vive! Terra Livre de Transgênicos e Sem Agrotóxicos”, deve receber mais de dois mil guardiões da agrobiodiversidade e construtores da agroecologia de todo o país no Parque de Exposições da Lapa.

    Para a população das cidades é uma oportunidade de ver de perto como se produz o alimento sem veneno e também ter acesso à comercialização desses produtos na feira permanente.

    Organizada pelos movimentos sociais do campo Via Campesina e MST, a programação da Jornada inclui oficinas práticas de agroecologia, atividades culturais, conferências sobre o avanço do capitalismo na agricultura, direitos humanos e criminalização dos movimentos sociais nesta conjuntura de golpe, intercâmbio com experiências nas comunidades da região, seminários temáticos sobre agroecologia, sementes, educação no campo, ativismo contra os agrotóxicos, economia solidária e mudanças climáticas.

    Uma plenária da Frente Brasil Popular será realizada no último dia de Jornada (23), com a presença do coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, para expor as diretrizes de conjuntura política nacional e apresentar o Plano Nacional de Emergência para superar a crise, organizado pelos movimentos sociais.

    Para o Ato Político da Jornada são esperados ilustres guardiões das sementes e apoiadores da Reforma Agrária, que terão a companhia da belíssima Orquestra Latinoamericana (OLA), numa apresentação marcada para a tarde de 22 de setembro (sexta).

    Para os interessados, o credenciamento será feito a partir das 10h do dia 20 de setembro (quarta). Além do palco, da feira e da plenária, no local da Jornada também é estruturado um imenso acampamento que recebe famílias de pequenos produtores da agricultura familiar, acampados, assentados e apoiadores da Reforma Agrária Popular.

    A internacionalização das práticas agroecológicas é uma característica da Jornada: a coletividade, o compartilhamento de experiências e a busca da pureza dos alimentos como forma de resistência ao capitalismo, para que as trocas sejam compartilhadas, solidarizadas.

    Entre as atividades permanentes da Jornada, está o chamado “Túnel do Tempo Contestado”, recorte histórico contado de maneira lúdica por meio de exposição artística, a ciranda infantil e as noites culturais. Todos os dias são realizadas as místicas e, na última, o encerramento é marcado pela partilha de sementes.

    Paula Zarth Padilha
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